segunda-feira, 12 de março de 2012

Nota de apoio do DCE da Univesidade Federal de Juiz de Fora

Nós do DCE da UFJF vimos à público manifestar nosso apoio à luta dos estudantes da PUC-Minas. A educação brasileira, desde o inicio do governo Lula, passa por um ataque sem precedentes. Vemos a cada dia a precarização das Universidades Federais e a transferência de verbas públicas para os tubarões do ensino privado, fruto dos inúmeros projetos que compõem a chamada "Reforma Universitária". Implementam uma logica privatista, de fortalecimento do setor privado em detrimento da educação pública.
Mas serem privilegiados pelo governo não basta aos ganaciosos tubarões do ensino. Há que lucrar mais e mais, as custas da venda, do que deveria ser o direito de todos, à cada um que queira entrar na faculdade. Os estudantes da PUC Minas dão o exemplo a todos os estudantes do Brasil. Junto com eles, devemos todos gritar "Basta de aceitar o que nos é imposto. Educação de qualidade é um direito e não mercadoria". É com a luta que barraremos a sanha destes senhores e com a luta conseguiremos educação pública, gratuita e de qualidade para todos. Estamos lado a lado, até a vitória!

Todo apoio a luta dos estudantes da PUC MInas!
Contra o aumento das mensalidades.Educação não é mercadoria!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Resposta ao comunicado da vice-reitora da PUC Minas

     O comunicado enviado aos alunos ontem às dezenove horas e cinquenta e dois minutos, nos causou muita surpresa, não pela manifestação da vice-reitora da PUC Minas Prof.ª Patrícia Bernardes, que já era esperada, mas pela insistência na utilização dos mesmos argumentos. Não notamos grandes diferenças nos discursos dos representantes da Universidade nas últimas reuniões, assemelha-se muito a dramaturgia, onde é seguido um roteiro comum e com apenas alguns momentos de improviso conclui-se a peça.
     Esse comunicado é uma cópia, ou até mesmo a origem, de todos os argumentos apontados nas reuniões, o que mostra um real descaso com as reivindicações feitas pelos alunos, alunos que são a única justificativa para a existência dessa entidade que se intitula filantrópica, é quase uma alusão à espada de Dâmocles, claro que neste caso ignorada.
     O que estamos fazendo nesses últimos tempos, não é nada se não lutar pelos nossos e seus direitos. As pessoas que estão conosco nessa luta sabem que não há questionamentos sobre a constitucionalidade do aumento de 9,8%, o que é questionado é somente o argumento irrefutável da aplicabilidade desse dinheiro, sem retornos aos estudantes. E como nós também sabemos, não é somente a redução das mensalidades que queremos, há ali outras reivindicações que são tão importantes quanto, como: a rematrícula dos estudantes inadimplentes a partir da negociação de suas dívidas, estudantes que têm seu estudo negado pela Universidade por não conseguirem pagar suas mensalidades, o que com o aumento só irá piorar; o reajuste das bolsas de monitoria, extensão e pesquisa que aperfeiçoam a trajetória do estudante universitário; e a participação estudantil com voto paritário nas negociações sobre assuntos que remetem diretamente a nós.
     “Para cada ação, há uma reação igual e oposta”, e é nesse sentido que o Coletivo Há Quem Sambe Diferente, não desvia do seu objetivo.

Publicado por Rodrigo Pamplona.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Nota de apoio do Centro Acadêmico Afonso Pena aos estudantes da PUC MG

O Centro Acadêmico Afonso Pena, da Faculdade de Direito da UFMG, vem manifestar o total apoio aos estudantes da PUC MG na reivindicação contra o aumento das mensalidades e em prol de uma educação de qualidade.

Há anos os estudantes da PUC são surpreendidos com aumentos abusivos das mensalidades, superiorà inflação, mas que não retorna à universidade em forma de melhorias. Afinal, paradoxalmente aos aumentos, não tem sido feitos investimentos em infraestrutura, bem como nos eixos fundamentais da educação (ensino, pesquisa e extensão), cujas bolsas remuneradas não suprem as necessidades básicas dos alunos.A problemática ainda se estende aos professores que não tiveram o aumento requisitado e aos funcionários, em geral terceirizados, que recebem salários ultrajantes.

É contra o descaso com a educação e a falácia do discurso humanitário e social da faculdade, que os estudantes da PUC se manifestam e, por isso, contam com o apoio do CAAP e de todos que acreditam que educação é prioridade e requer o investimento de 10% do PIB. Queremos uma educação diferente, que não explore professores e funcionários, não ignore a voz dos estudantes, não negligencie as necessidades da universidade e não mercantilize o Ensino!

O CAAP também é contra o aumento!
Centro acadêmico Afonso Pena, Gestão Lumiar - Faculdade de Direito da UFMG.

Contagem regressiva para negociação das mensalidades da PUC Minas

Estamos perdendo a paciencia, se a reitoria não negociar dia 13 a PUC vai parar!!!!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Nota de apoio do MOVIMENTO SOMOS INFINITAS MENSALIDADES, da UNISINOS à luta dos estudantes da PUC Minas

Colegas, amigos e companheiros!

Estamos vivendo um momento ímpar na UNISINOS! Está em gestação um novo momento do movimento estudantil nesta universidade, marcado pela democracia, organização e combatividade!
Em dezembro de 2012, já em meio as provas finais e com um aumento no valor da mensalidade que totalizaria 17,45% em 12 meses, nasce um coletivo organizado e indignado com este aumento. Este grupo ganha uma sobrevida quando já no período de férias um setor da universidade vaza os dados pessoais (CPF, RG, Endereço completo, telefone, e-mail, etc) de 23.335 estudantes! Hoje foi o segundo dia de aula e estudantes dos mais diversos cursos, mas em peso do Direito e da Comunicação (centro 3), se somam as panfletagens, passagens em salas de aula, etc na construção de três atividades:

06/03 ATIVIDADE CONTRA O AUMENTO DA MENSALIDADE!
Entre o centro 3 e 4, atrás do restaurante Fratello! 19h

08/03 DIA INTERNACIONAL DA MULHER, DEBATE SOBRE O MACHISMO!
No Centro Acadêmico dos Estudantes de Direito! 19h30min

14/03 ENSINO PAGO EM CHEQUE! DEBATE COM ESTUDANTES DE OUTRAS UINVERSIDADES SOBRE A PRIVATIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR!
Local à definir

As mobilizações dos estudantes da PUC-MINAS servem de exemplo para nós! Assim como os estudantes de lá, aqui estamos organizados e prontos para lutar contra mais este aumento!
Queremos mandar um recado para os estudantes da PUC-MINAS: Saibam que não estão isolados, assim como a privatização do ensino superior é um fenômeno em curso no âmbito nacional, em todos os lugares do do País surgem mobilizações. Para os estudantes da PUC - MINAS cantaremos "O estudante, é meu amigo! Mexeu com ele mexeu comigo!"

É a convicção da necessidade de construir um outro projeto de universidade e sociedade que move este coletivo! Convidamos a todos os lutadores e lutadoras a virem participar do MOVIMENTO SOMOS INFINITAS MENSALIDADES e lutar para termos a universidade que queremos!

Nos curtam no facebook! http://www.facebook.com/pages/Movimento-Somos-Infinitas-Mensalidades/300630876637741


Lucas Dallarosa Fogaça
Estudante de Direito da UNISINOS, membro do Centro Acadêmico dos Estudantes de Direito (CAED) e da Assembléia Nacional dos Estudantes LIVRE (ANEL)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Nota de apoio do Centro Acadêmico de Ciências do Estado da UFMG - Gestão Movimenta

Início de ano letivo com uma desagradável surpresa. Mais uma vez @s estudantes da PUC sentem o peso do reajuste das bolsas. Reajuste este que não acompanha o aumento da inflação, nem sequer é revertido para a qualidade da educação desta instituição. Não houve melhorias estruturais significativas, aquisição de livros, incentivo ao ensino, pesquisa e extensão ou aumento dos salários d@s professores, sem contar o grande número de trabalhador@s terceirizad@S. Pra onde vai este dinheiro?

O Centro Acadêmico de Ciências do Estado vem manifestar todo o apoio @s estudantes que se movimentam diante da medida abusiva no aumento das mensalidades que chega a mais 23% nos últimos três anos e vão além pela valorização do ensino, pesquisa e extensão.

Tod@s sambamos para que a educação não seja mercadoria! Sambamos pelos 10% do PIB para a educação! Sambamos para que o acesso ao ensino universitário não onere @s estudantes nem trabalhador@s! Sambamos para que o ensino superior não seja um privilégio! Sambamos para que a Universidade cumpra sua responsabilidade social! Sambamos para que construir um conhecimento pluriversitário e para que a educação seja para a autonomia e transformação!

Há sempre quem sambe diferente.

Centro Acadêmico de Ciências do Estado - Gestão Movimenta

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Nota de Apoio do ComuniCA - Centro Academico de Comunicação Social da UFMG

O Centro Academico de Comunicação Social da UFMG (ComuniCA) apoia vigorosamente a luta dos estudantes da PUC Minas e em especial os da unidade São Gabriel, em virtude de suas mobilizações contra o deplorável aumento arbitrariamente tramitado pela reitoria e pelos patrões da  educação ligados ao Vaticano. Como estudantes de uma Universidade Federal sabemos que os preços cobrados nas universidades privadas já são abusivos e inexplicáveis, e que o processo de mercantilização do ensino, fortalecido por essas grandes empresas da educação, contribui para uma lógica de ensino técnico e profissionalizante. Sabemos também que o verdadeiro objetivo da Universidade paga não é a formação de seus estudantes, mas sim explorar economicamente os trabalhadores que com muita dificuldade nessas instituições estudam. Repudiamos os burgueses da educação e suas ações opressoras.  Como seu maior objetivo é o lucro, quando acham necessário, ignoram a realidade material de muitos de seus estudantes e aumentam o preço de suas mensalidades sem justificativas claras e em descompasso com mudanças do mercado financeiro. O aumento de 9,8%  da mensalidade é injustificável. Essa é uma medida segregadora que eliminaria alguns estudantes do direito de se formar. O    ComuniCA diz não a aumento das mensalidades na PUC Minas! Manifestamos todo nosso apoio a essa luta.

Nós tambem sambamos diferente!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O samba contra o aumento das mensalidades na PUC Minas

Por Marcela Chagas Pinheiro, estudante de psicologia integrante do Coletivo Há Quem Sambe Diferente.


Na noite desta quarta-feira, dia 15 de fevereiro, gritos de ordem como “educação não é mercadoria” e “reitor, eu não me engano, o meu dinheiro vai pro Vaticano”, estremeceram os muros da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Unidade São Gabriel e embalaram o pré-carnaval contra o aumento das mensalidades de 9,8%, efetivado pela instituição no início de 2012.

Mais de 500 estudantes se organizaram para manifestar e exigir a revogação do aumento, que não fora justificado de maneira plausível aos maiores interessados: os alunos. A proposta do evento encabeçado pelas entidades estudantis do campus e alunos de diversos cursos era chamar a atenção da comunidade acadêmica e convocar os estudantes a participar do ato político que se iniciou com um bloco de carnaval, com passagens em salas e em diversos espaços da instituição.

Depois da manifestação, fora marcada uma audiência pública com a presença do reitor da PUC Minas, para que as devidas explicações e negociações fossem discutidas junto à comunidade discente. Mesmo ciente do acontecimento e do convite, o reitor não esteve presente na audiência.

Diante da ausência do reitor e de qualquer pessoa que o pudesse representar, os estudantes se organizaram e decidiram que as ações futuras para manter o protesto será a paralisação dos alunos às aulas.

Para fechar o ato, os estudantes foram às ruas e ocuparam de maneira pacífica a portaria da universidade, bloqueando a passagens de carros por cerca de vinte minutos.

Dessa forma, busca-se pressionar as autoridades acadêmicas e cobrar sua presença para dialogar com o corpo discente da universidade sobre o aumento não justificado de 9,8% nas mensalidades, que como sempre foi executado sem qualquer tipo de consulta aos estudantes.

Nos últimos três anos, as mensalidades acumularam um aumento de 23,6%, muito acima da inflação no período, que ficou em torno dos 16%. Além do aumento, os estudantes não tem acesso a informações sobre o que é feito com tanto dinheiro. Na maioria dos cursos não aconteceram melhorias significativas nos laboratórios, bilbiotecas ou na infraestrutura que justifiquem essa medida.

Um novo grande protesto irá acontecer nos dias 16 e 17 de fevereiro, convocando os alunos a aderirem à paralisação.

TODOS MOBILIZADOS PARA A PARALISAÇÃO!
REVOGAÇÃO IMEDIATA DO AUMENTO! A REITORIA TEM QUE NEGOCIAR!
ABERTURA DAS CONTAS DA PUC-MINAS PARA QUE SAIBAMOS O QUE FAZEM COM O NOSSO DINHEIRO!
NENHUMA PUNIÇÃO AOS ESTUDANTES QUE LUTAM!
EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA, É DIREITO HUMANO!


Enviem moções de apoio para: http://www.facebook.com/sambediferente

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Como a lógica da empresa atua na Educação

A Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais(PUC-MG), tradicional instituição mineira de ensino, completa, em 2012, cinquenta e quatro anos de existência. Surgiu como Universidade Católica de Minas Gerais em 1958, ganhando status de Pontifícia em 1981 pelo Papa João Paulo II.
É uma fundação filantrópica, o que significa que, além de não possuir fins lucrativos, tem o compromisso de promover melhorias em setores da sociedade civil, como o compromisso de prestar assistência à família, promover a cultura, a educação, etc. Assim, para que uma fundação seja considerada filantrópica pelo Estado, é necessário que fiquem comprovados, em determinado período, o desenvolvimento de tais finalidades.
Muito bonito na teoria. Mas vamos analisar essa história na prática.
As fundações, para a realização das finalidades que se propõem, obviamente, precisam de fundos. Sendo assim, são mantidas pelo capital que vem de outras pessoas que podem ser físicas(como eu e você {:) ou jurídicas como é a Sociedade Mineira de Cultura, mantenedora da PUC Minas(eis o pulo do gato), para onde o nosso dinheirinho é remanejado e utilizado para outros fins( que não a melhoria da qualidade da nossa universidade). Nas palavras do assessor de assuntos estudantis da PUC: "Nós somos uma empresa", e o nosso dinheiro anda por aí, pulando de instituição em instituição, financiando uma série de outras coisas/pessoas que nem temos notícia. Merecemos uma prestação de contas, não?
A SMC presta serviços à PUC, pagando professores, por exemplo. Como mantenedora da nossa amada universidade, a Sociedade Mineira de Cultura é, na verdade, a entidade "pseudo-filantrópica" e "pseudo-sem-fins-lucrativos" que esta por trás das políticas que são aplicadas na PUC Minas. Agora ficou mais fácil entender porque o reajuste de 9,8 % aconteceu?

Sobre a privatização do Ensino Superior no Brasil.

A educação superior privada cresceu duas vezes mais que a pública entre 2001 e 2010. As universidades públicas possuem pouquíssimas vagas, além de passarem por um processo de sucateamento por parte dos governos, especialmente em cursos que trazem formação crítica aos alunos(como é o caso dos cursos na área de ciências humanas). Essa falta de investimentos e sucateamento é proposital, remaneja mais e mais pessoas para a educação privada, as torna reféns dos "reajustes" e da lógica da empresa, em que a prestação de serviços de qualidade não é um fim, mas um meio para que o real objetivo, obtenção de lucro, seja alcançado.
Mesmo somando a iniciativa pública e privada, com todos os programas de bolsa de estudos que são oferecidos, ainda são poucos os que podem passar por uma faculdade ou universidade em sua vida: apenas 14,4% dos jovens, até 2009, tiveram acesso à universidade. Menor ainda é o número dos que podem lograr um ensino de qualidade, com boa infra-estrutura e bons professores. Além disso, o governo federal usa programas públicos (ProUni) para beneficiar a iniciativa privada, uma vez que as universidades que adotam esse programa não tem custo algum com as bolsas, que são pagas pelos governos por meio da isenção de impostos dessas instituições.
Segundo estudo do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior- ANDES-SN, o dinheiro gasto pelo governo com o ProUni abriria seis vezes mais vagas nas universidades públicas. Na PUC Minas, também podemos visualizar a outra face do programa do governo federal: antes o número de bolsas sociais oferecias pela instituição era muito maior. Hoje, além isenção e impostos que o governo oferece pela adoção do ProUni, há uma substancial redução do gastos da instituição com as bolsas sociais. Também podemos citar que as possibilidades de negociação de alunos inadimplentes(que são impedidos de efetuar matrícula para o semestre seguinte) são ínfimas, se resumem ao crédito rotativo, que na prática só pode ser usado uma vez na vida acadêmica dos estudantes,exigindo que estes possuam fiador. Pensando nisso, nós questionamos: qual é então a finalidade de tamanho aumento? Será que haverá retorno para os estudantes da instituição? Melhorias em infra-estrutura? Mais bolsas? Flexibilidade na negociação dos alunos inadimplentes?
Lutar contra o aumento da mensalidade é apenas a ponta do iceberg e, como sabemos, a ponta do iceberg é menos de 10% do problema. Precisamos ligar os pontos, enxergar o que esta abaixo da superfície, atrás das máscaras de filantropia, de programas governamentais que tentam esconder o sol com a peneira e de empresários que apenas pensam e ficar mais ricos vendendo uma educação acrítica, operacional e voltada para o mercado; uma educação que aprisiona, uma educação que não liberta.
Pago, não deveria. Educação não é mercadoria.

Fontes:
Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior- ANDES-SN
ABMES - Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior
PUC Minas, site:

Documentário feito pelos alunos da PUC Minas: "A luta dos inadimplentes"

Postado por Marina Souza

Coletivo Há Quem Sambe Diferente

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A história do Coletivo Há Quem Sambe Diferente

O Coletivo Há Quem Sambe Diferente surgiu em 2011, na PUC Minas São Gabriel, como uma tentativa de lutar pela reconquista do nosso Diretório Central dos Estudantes, que durante anos foi utilizado como ferramenta para o enriquecimento ilícito de seus gestores.
As histórias de fraudes em eleições e de desvio de dinheiro no nosso DCE são conhecidas por muitos estudantes que durante anos buscaram retomar o DCE por meio da formação de chapas de oposição que pudessem destituir, de uma vez por todas, as gestões fraudulentas que lá se instalavam. Foram anos de lutas travadas por vários estudantes que eram boicotados nas eleições de diversas formas( que iam desde fraudes explícitas em eleições até burocracias estabelecidas no estatuto obscuro que regia a entidade e que, ao que tudo indica, foi minuciosamente desenvolvido para travar toda e qualquer luta estudantil).
Em 2008, ocorre um episódio trágico na sede social do DCE, onde um dos gestores da gestão "Novos Rumos", chega a agredir um dos estudantes que fazia oposição à gestão.


Mas tudo tem um fim e a gestão "Novos Rumos" não suportou o peso das próprias fraudes, caindo com as próprias pernas: com todos os escândalos ocorridos e infindáveis dívidas, o DCE não suportava mais ter as portas abertas, restando aos gestores fugirem do campus (ou se esconderem nele) e abandonarem a sede do DCE às moscas, sob o comando de uma gestão interina que deveria ter convocado eleições em maio de 2011(o que não ocorreu).

A luta renasce, os estudantes se organizam!

No segundo semestre de 2011, estudantes de Psicologia, Direito e Comunicação resolvem se organizar  e lutar pelo movimento estudantil no campus, criando uma frente de oposição que nomeiam "Coletivo Há Quem Sambe Diferente" , realizando uma aula inaugural integrada para os três cursos (que contou com o apoio dos Diretórios Acadêmicos de Comunicação Integrada e Psicologia) debatendo o tema das opressões (Machismo, Racismo e Homofobia) e que contou com a presença de aproximadamente 300 estudantes somando manhã e noite.
Mas o marco inicial da primavera estudantil na PUC Minas se dá no dia 14 de setembro com as duas Assembléias Gerais, realizadas no turno da manhã e da noite, onde 306 estudantes preenchem as cadeiras do teatro (bloco E), dissolvem politicamente o antigo DCE, e retomam simbolicamente a sede social do mesmo.

A assembléia emocionou os estudantes presentes e elegeu uma comissão constituinte que ficou encarregada de fundar um novo DCE, com um estatuto democrático e transparente, além disso, o Coletivo Há Quem Sambe Diferente pode contar com a adesão de muitos membros novos.
E assim foi feito: temos fundado o nosso novo Diretório Central dos Estudantes Livre Manuel Gutiérrez, em Assembléia Geral realizada no dia 25 de outubro, com previsão de eleições para abril de 2012, e com o legado de reascender no coração de muitos estudantes o desejo de se organizarem e lutarem!
Assim o quisemos, com um "LIVRE" em seu nome! O DCE Livre Manuel Gutiérrez, que homenageia o estudante chileno que morreu lutando pela melhoria da educação em seus país, um dos milhões de heróis quase ou totalmente invisíveis de nosso tempo, um estudante de 16 anos que morreu por um ideal, que nos é exemplo e que por nós é lembrado nessa singela homenagem.



Postado por Marina Souza

Coletivo Há Quem Sambe Diferente.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Nota sobre a Assembléia Geral Constituinte (25/10)

No dia 25 de outubro, às 18:30, ocorreu a Assembleia Geral Constituinte do Diretório Central dos Estudantes(DCE Livre Manuel Gutiérrez), na PUC Minas São Gabriel( Rua Walter Ianni 255, Bloco I, Multimeios 31), na qual foi votado o nome da entidade e o estatuto pelo qual esta se regerá.
Também foi eleito um dos membros da junta eleitoral da primeira eleição do DCE Livre Manuel Gutiérrez, sendo votado, também, que o restante dos membros da junta eleitoral serão indicados pelo CONDAS (Conselho de Diretórios Acadêmicos).

Além disso, foi deixado o indicativo de que as eleições ocorram no mês de abril de 2012. A Assembléia Geral Constituinte foi amplamente divulgada para os estudantes da PUC São Gabriel e, por meio desta, temos fundado um novo DCE, com um estatuto livre das antigas burocracias e entraves que impossibilitavam a atuação dos estudantes no movimento estudantil, seja compondo as gestões do DCE, seja atuando na fiscalização do mesmo.

Atenciosamente,
Coletivo Há Quem Sambe Diferente

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

sábado, 22 de outubro de 2011

Video da Ocupação do DCE




O NOVO PEDE PASSAGEM!

Na Assembléia Geral do Dia 14 de Setembro de 2011, votamos a dissolução do antigo DCE e deixamos bem claro que nos recusamos a pagar uma dívida que não é nossa e a continuar associados a uma entidade que não nos repreenta. E por isso elegemos uma comissão constituinte que ficou responsável por fundar uma nova entidade mais democrática, combativa e política, que se afaste do histórico de corrupção vivido até então pelo movimento estudantil no antigo DCE.
Esse é um vídeo de como foi linda nossa Assembléia e como tantos alunos realmente reconhecem a nova entidade que pretendemos consolidar, todos juntos, em nova Assembléia no dia 25/10, terça-feira às 18:30, na Multimeios 30.

Contamos com todos vocês!!!

Nas ruas, nas praças, quem disse que sumiu! Aqui está presente o Movimento Estudantil!!! \o/

Coletivo Há Quem Sambe Diferente
Blog: http://www.sambediferente.blogspot.com/
Facebook: http://www.facebook.com/sambediferente

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Proposta de estatuto e Panfletos para ler Online

Amigos,

Para facilitar a vida de todos, estamos publicando uma versão para leitura online dos panfletos e do estatuto, eles estão disponiveis nos links abaixo, é só clicar e ver!

Contamos com a presença de vocês na assembleia, terça feira!

Panfleto 1:


Panfleto 2:


Proposta de Estatuto da Comissão Constituinte:

ATA DA ASSEMBLEIA GERAL DO DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES DA PUC MINAS DO DIA 14 DE SETEMBRO


ATA DA ASSEMBLEIA GERAL DO DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES DA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS – SÃO GABRIEL

Aos quatorze dias do mês de Setembro do ano de dois mil e onze, às dezoito horas e trinta minutos, no Teatro da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, localizado no Bloco E, na sede da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais- Unidade São Gabriel (Rua Walter Ianini, numero Duzentos e cinquenta e cinco, Bairro São Gabriel, Belo Horizonte), reúne-se, em Assembleia Ordinária, conforme o artigo 7º do estatuto do Diretório Central dos Estudantes-São Gabriel, sob a presidência do estudante de Comunicação Social Diego Franco David, para proceder ao que determina o artigo supracitado, e secretariada por Mauricio Vieira Gomes da Silva, estudante de Direito, compondo ainda a mesa, Marina dos Santos Souza e Marcela Chagas Pinheiro estudantes de Direito e Psicologia, respectivamente. Como às dezoito horas e trinta minutos não foi obtido o quórum mínimo necessário para as deliberações (1/3 do corpo social presente), às dezenove horas e trinta minutos se iniciaram os trabalhos com o numero de presentes (cento e cinquenta e quatro). A Assembleia Geral teve início com a apresentação da mesa, também é explicou o que é o coletivo e qual o objetivo dele. Logo após, é explicado quais são as funções definidas em estatuto, do Diretório Central dos Estudantes e a importância dele para a comunidade acadêmica. Explicou-se também a questão do não funcionamento do atual Diretório Central dos Estudantes, das dívidas estimada em, aproximadamente, duzentos mil reais e das fraudes em eleições. Passou-se para a leitura dos pontos chave para a dissolução do Diretório Central dos Estudantes. É aberto espaço para intervenções. Logo após, Marcela Chagas Pinheiro tomou a palavra, e explicou mais alguns detalhes sobre o Diretório Central dos Estudantes. A aluna Mayara, de psicologia, depõe sobre a antiga gestão do Diretório Central dos Estudantes, explicando sobre o funcionamento do antigo Diretório Central dos Estudantes e sobre a sua impossibilidade de atuação nele, pela por tal gestão. Logo após, a aluna Andrea toma a palavra, falando sobre a visão dela sobre as antigas gestões do Diretório Central dos Estudantes, sobre a vergonha de pertencer a uma universidade onde os discentes não são representados, sobre os ex-alunos que participavam da antiga gestão do Diretório Central dos Estudantes, que não apareceram no dia da assembleia. É Perguntado eram só alunos da comunicação, direito e psicologia que faziam parte da movimentação contra a antiga gestão do Diretório Central dos Estudantes. O presidente da mesa responde que não, que estudantes de todos os cursos foram chamados participar do “Coletivo Há Quem Sambe Diferente”, organizado pelos alunos, como meio de oposição à antiga gestão. O presidente da mesa também acrescenta que o Diretório Central dos Estudantes representa toda a comunidade acadêmica e não apenas aqueles que contribuem. Comentou-se sobre o objetivo do “Coletivo Há quem Sambe Diferente” e perguntou-se sobre o respaldo jurídico do mesmo para atuar contra as fraudes da antiga gestão do Diretório Central dos Estudantes. Marcelo, diretor de políticas educacionais da União Estadual dos Estudantes, intervém e fala sobre a eleição de “Hott”, membro de várias das antigas gestões do Diretório Central Acadêmico, para diretoria da União Estadual dos Estudantes, sobre o suposto uso da verba do Diretório Central dos Estudantes para a compra de uma casa, televisores de plasma, entre outras coisas e sobre a falta de mobilização dos discentes da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais- São Gabriel, e declarou apoio ao “Coletivo Há Quem Sambe Diferente”, além de comentar sobre as lutas do movimento estudantil pelo Brasil e pelo mundo. O aluno Vitor Parabenizou o “Coletivo Há Quem Sambe Diferente” pela organização do mesmo, comparando a Assembleia que acontecia com a última Assembleia que participou, a qual diz ter sido um fracasso, perguntou sobre os resultados da Assembleia e se nos certificamos de todas as questões legais e sobre a legitimidade do “Coletivo Há Quem Sambe Diferente”. Eduardo Zanetti intervém, dizendo ser ex-aluno da Fundação Mineira de Educação e Cultura (Universidade FUMEC) sobre o antigo Diretório Central dos Estudantes da mesma e falou acerca dos movimentos estudantis lá ocorridos, fez ponderações sobre as fraudes do Diretório Central dos Estudantes da sua antiga universidade, sobre a ligação partidária do Diretório Central dos Estudantes da mesma com o Diretório Central dos Estudantes da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais- São Gabriel, também falou-se sobre o patrocínio de festas por Diretórios Acadêmicos e demais Diretórios estudantis e a falta de clareza nas prestações de contas, falou-se sobre as pessoas, que eram educadas, polidas, mas não representavam o Diretório Central dos Estudantes e os estudantes, falou-se também sobre a Assembleia Geral, contribuindo com maiores esclarecimentos sobre a função da Assembleia Geral e a sua representatividade, também falou-se sobre a mercantilização do ensino e a função do Diretório Central dos Estudantes que deve atual em oposição à tais políticas. Ao final de sua fala, pontuou sobre a importância de um trabalho honesto e transparente. O presidente da mesa começa a responder as perguntas, falando sobre a Assembleia Geral do semestre passado, que foi muito desorganizada, e que foi feita por uma gestão que só queria tirar proveito da entidade pra fins pessoais, o que fez com que a mesma perdesse credibilidade, mas que aquela Assembleia Geral serviu pra que o dinheiro do Diretório Central dos Estudantes fosse depositado numa conta judicial que serviria para pagar a dívida, depois, o presidente falou sobre as várias tentativas de se mudar essa situação. É proposta a dissolução do Diretório Central dos Estudantes, ou seja, esta pessoa jurídica, e que seja eleita uma comissão constituinte para elaboração de um novo estatuto para a criação de um novo Diretório Central dos Estudantes, com prazo acordado entre os membros desta Assembleia Geral com os estudantes, e seja convocada uma nova Assembleia, para aprovação do novo estatuto e eleição da junta eleitoral, para que sejam convocadas novas eleições para o Diretório Central dos Estudantes. É explicado o porquê da dissolução do atual Diretório Central dos Estudantes, explicando sobre as cláusulas inalteráveis, que engessam o processo democrático. Também é explicado que aquela Assembleia Geral é acompanhada por uma advogada que representará os estudantes nesse processo, além dos estudantes de direito que participaram e prestarão auxílio à comunidade acadêmica, abriu-se para novas perguntas. Perguntou-se sobre o apoio da PUC ao coletivo. Marina dos Santos Souza explica que a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais não possui vínculo algum com o Diretório Central dos estudantes, que é pessoa jurídica, uma associação, possuindo autonomia frente à universidade, e que as questões referentes ao funcionamento do mesmo devem passar por deliberações dos estudantes. Falou-se sobre a conscientização das turmas com relação à Assembleia Geral e da necessidade de uma participação efetiva dos estudantes na mesma.
Marcela Chagas Pinheiro comentou sobre sua indignação quanto à apatia dos alunos em relação ao Diretório Central dos Estudantes da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais-São Gabriel, e da importância que tem para ela a dedicação à causa da representação estudantil, mesmo que para tanto seja necessário que se abra mão da dedicação a algumas questões pessoais, falou sobre a importância de acreditar na mudança. O presidente da mesa falou sobre a gravidade de não existir um Diretório Central dos Estudantes na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e disse que é compreensível quem mesmo após a obtenção de mais de mil e quinhentas assinaturas, ter poucas pessoas na Assembleia Geral, mesmo ficando um tanto desapontado com isso. É criticado, também, pelo presidente, o fato do Diretório Central dos Estudantes necessitar de 50 membros para que uma chapa fosse composta nas eleições e que aqueles que estão presentes nesta Assembleia Geral estão fazendo história, e falou da necessidade de que a mobilização estudantil seja repensada. É falado por uma estudante ainda sobre o movimento estudantil e o que os alunos entendem sobre o mesmo, cobrando dos diretórios acadêmicos uma atuação maior politicamente, falando das experiências anteriores que teve e da desesperança dos alunos em relação às entidades de representação estudantil, que viraram meros pontos de impressão, fala-se também que é importante a participação dos Diretórios Acadêmicos na gestão do Diretório Central dos Estudantes. Um estudante fala sobre a questão da conscientização dos alunos, que não é por culpa do Diretório Acadêmico, mas dos alunos que não se interessam, salvo exceções, pela mobilização política, é dito também que os alunos creem por si só que a função do Diretório Acadêmico é meramente fornecer impressões mais baratas, e finaliza afirmando que isto é uma questão cultural. Disse que o Diretório Central dos Estudantes não vai ser mudado se não for representado por todos os cursos. É encerrado o espaço para intervenções. O presidente pede uma contribuição dos participantes para que ajude no custeio obtido para que fosse construída essa Assembleia Geral. O presidente explica a complexidade de uma análise sobre o movimento estudantil, e fala das ocupações de reitoria, sobre os 10% do PIB para a educação, e sobre os reflexos dessas mobilizações para a construção da Assembleia Geral e do “Coletivo Há quem Sambe Diferente”, explica que o trabalho é árduo e lento, e que nos livrando desse passado obscuro a luta pela construção de novos Diretórios Acadêmicos será mais fácil. É aberta votação das propostas. A dissolução do DCE é aprovada por aclamação pelos estudantes presentes. O patrimônio do Diretório Central Acadêmico será destinado ao pagamento de seus débitos. O presidente abre a proposta da comissão constituinte. A comissão é apresentada e é aberta a incorporação de novos participantes que se interessassem. Os estudantes Andrea Regina Marques Reis, de curso de Psicologia, Felipe Cotti curso de Sistemas de Informação, Rafael Gomes, do curso de Comunicação Social, Vitor Michel, Juliano Silva do curso de Sistemas de Informação, Israel Batista Oliveira do curso de Comunicação Social, Anderson Pinheiro do curso de Direito, Bruno do Jornalismo, Vitor Melo do curso de Publicidade e Propaganda, Poliana e Gleine do curso de Jornalismo. A proposta da comissão constituinte é aprovada por aclamação. O presidente encerra propondo uma nova Assembleia para a primeira quinzena de outubro, para a aprovação do novo estatuto. O presidente explica o que é a comissão constituinte e pede para que seja assinada lista de presença caso alguém não tenha o feito ainda. O presidente propõe a saída em ato dos estudantes em direção ao Diretório Central Acadêmico para a sua ocupação simbólica. A Assembleia Geral aprova a proposta por aclamação. Esta ata ficará na responsabilidade do presidente desta assembleia Diego Franco David. Nada mais havendo a tratar, foi lavrada por mim, Maurício Vieira Gomes da Silva, a presente ata, que depois de lida e aprovada pela Assembleia, vai assinada por mim e pelo presidente da mesa.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Estatuto do NOVO DCE

Galera,

A Comissão Constituinte depois de um mês de duro trabalho e revisão do estatuto antigo do DCE, com muita discussão e democracia acabou de finalizar a nova proposta de Estatuto para a nova entidade
Achamos que é muito importante que todos os estudantes leiam e coloquem suas opiniões sobre o novo estatuto, para que possamos fazer uma assembléia mais democrática e transparente possível

O arquivo está disponível pra download no seguinte link:

http://www.mandamais.com.br/download/xqlu201020112467

Ajude-nos a divulgar!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

ASSEMBLEIA GERAL – UMA IMPORTANTE MUDANÇA - Dia 25/10/2011

ASSEMBLEIA GERAL – UMA IMPORTANTE MUDANÇA
O segundo semestre de 2011 começou com uma grande efervescência no movimento estudantil brasileiro. Influenciados pelas mobilizações da juventude da Europa, do mundo árabe e principalmente pela luta pela educação publica no Chile, os estudantes brasileiros voltaram a reivindicar seus direitos por melhor qualidade do ensino e por mais verbas pra educação. Só nos dois primeiros meses de aula foram mais de 10 reitorias ocupadas em todo o Brasil com uma pauta em comum, 10% pra educação publica já!
Os estudantes da PUC São Gabriel também estão participando desse novo despertar do Movimento Estudantil Brasileiro. Cansados de ficar de braços cruzados vários estudantes de diferentes cursos se unificaram para fazer a diferença na universidade e criaram o coletivo “Há Quem Sambe Diferente!” que promoveu uma aula inaugural com mais de 500 estudantes dos turnos da manhã e da noite pra debater preconceito, combate as opressões e políticas públicas para as minorias
Além disso, o coletivo cumpriu um papel fundamental na construção de um dos mais importantes capítulos da historia do Movimento estudantil da PUC São Gabriel, no dia 14 de Setembro foi realizada uma assembléia geral com mais de 300 estudantes, que votou por unanimidade pela dissolução do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da PUC Sâo Gabriel. O clima de mudança e alegria era contagiante, e diferente de outros momentos, a organização e a paz se estabeleceram por toda a assembléia. Após cada ponto apresentado e discutido os estudantes aclamavam e aplaudiam com a certeza que estavam construindo uma nova historia. Além da decisão de dissolver o antigo DCE, também foi votada uma Comissão Constituinte que tem o objetivo de fundar uma nova entidade para os estudantes, livre da antiga sujeira e corrupção que o antigo DCE da PUC carregava e a ocupação simbólica da sede. Em um momento inesquecível os estudantes da PUC São Gabriel partiram em ato da assembléia e fizeram uma grande festa na sede do DCE! Ajude-nos a dar uma cara nova a sede do DCE! Proponha atividades políticas, acadêmicas e culturais... A sede do DCE é um espaço dos estudantes!
O NOVO PEDE PASSAGEM
Conseguimos muitas vitorias até agora, mas ainda há muito trabalho a fazer. Na assembléia geral do dia 14, votamos a dissolução do antigo DCE, deixamos claro que nos recusamos a pagar uma divida que não é nossa e a continuar associados a uma entidade que não nos representa. E por isso elegemos uma comissão constituinte, que ficou responsável de fundar uma nova entidade mais democrática e combativa, que se afaste da corrupção e da burocracia. Mas para isso precisamos de sua opinião e de sua ajuda.
A comissão constituinte já está se reunindo e discutindo o novo estatuto! Temos um prazo de terminá-lo até o dia 18 de outubro, depois disso o novo estatuto estará disponível no blog do coletivo e em todos os DAs. Mas é essencial que o máximo de estudantes participe da assembléia pra fundação do nosso novo DCE, só assim garantiremos uma real democracia e representatividade de todos os estudantes!
Faça valer seu direito como estudante venha fazer parte dessa assembléia é uma oportunidade de expor o que pensa e de como pode ser gerido as regras do nosso estatuto central!
DATA : 25/10/2011 Terça Feira

HORÁRIOS:
18:30 PRIMEIRA CHAMADA
19:30 SEGUNDA CHAMADA
LOCAL:
AUDITÓRIO MULTIMEIOS BLOCO I TERCEIRO ANDAR