quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Nota de apoio do MOVIMENTO SOMOS INFINITAS MENSALIDADES, da UNISINOS à luta dos estudantes da PUC Minas

Colegas, amigos e companheiros!

Estamos vivendo um momento ímpar na UNISINOS! Está em gestação um novo momento do movimento estudantil nesta universidade, marcado pela democracia, organização e combatividade!
Em dezembro de 2012, já em meio as provas finais e com um aumento no valor da mensalidade que totalizaria 17,45% em 12 meses, nasce um coletivo organizado e indignado com este aumento. Este grupo ganha uma sobrevida quando já no período de férias um setor da universidade vaza os dados pessoais (CPF, RG, Endereço completo, telefone, e-mail, etc) de 23.335 estudantes! Hoje foi o segundo dia de aula e estudantes dos mais diversos cursos, mas em peso do Direito e da Comunicação (centro 3), se somam as panfletagens, passagens em salas de aula, etc na construção de três atividades:

06/03 ATIVIDADE CONTRA O AUMENTO DA MENSALIDADE!
Entre o centro 3 e 4, atrás do restaurante Fratello! 19h

08/03 DIA INTERNACIONAL DA MULHER, DEBATE SOBRE O MACHISMO!
No Centro Acadêmico dos Estudantes de Direito! 19h30min

14/03 ENSINO PAGO EM CHEQUE! DEBATE COM ESTUDANTES DE OUTRAS UINVERSIDADES SOBRE A PRIVATIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR!
Local à definir

As mobilizações dos estudantes da PUC-MINAS servem de exemplo para nós! Assim como os estudantes de lá, aqui estamos organizados e prontos para lutar contra mais este aumento!
Queremos mandar um recado para os estudantes da PUC-MINAS: Saibam que não estão isolados, assim como a privatização do ensino superior é um fenômeno em curso no âmbito nacional, em todos os lugares do do País surgem mobilizações. Para os estudantes da PUC - MINAS cantaremos "O estudante, é meu amigo! Mexeu com ele mexeu comigo!"

É a convicção da necessidade de construir um outro projeto de universidade e sociedade que move este coletivo! Convidamos a todos os lutadores e lutadoras a virem participar do MOVIMENTO SOMOS INFINITAS MENSALIDADES e lutar para termos a universidade que queremos!

Nos curtam no facebook! http://www.facebook.com/pages/Movimento-Somos-Infinitas-Mensalidades/300630876637741


Lucas Dallarosa Fogaça
Estudante de Direito da UNISINOS, membro do Centro Acadêmico dos Estudantes de Direito (CAED) e da Assembléia Nacional dos Estudantes LIVRE (ANEL)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Nota de apoio do Centro Acadêmico de Ciências do Estado da UFMG - Gestão Movimenta

Início de ano letivo com uma desagradável surpresa. Mais uma vez @s estudantes da PUC sentem o peso do reajuste das bolsas. Reajuste este que não acompanha o aumento da inflação, nem sequer é revertido para a qualidade da educação desta instituição. Não houve melhorias estruturais significativas, aquisição de livros, incentivo ao ensino, pesquisa e extensão ou aumento dos salários d@s professores, sem contar o grande número de trabalhador@s terceirizad@S. Pra onde vai este dinheiro?

O Centro Acadêmico de Ciências do Estado vem manifestar todo o apoio @s estudantes que se movimentam diante da medida abusiva no aumento das mensalidades que chega a mais 23% nos últimos três anos e vão além pela valorização do ensino, pesquisa e extensão.

Tod@s sambamos para que a educação não seja mercadoria! Sambamos pelos 10% do PIB para a educação! Sambamos para que o acesso ao ensino universitário não onere @s estudantes nem trabalhador@s! Sambamos para que o ensino superior não seja um privilégio! Sambamos para que a Universidade cumpra sua responsabilidade social! Sambamos para que construir um conhecimento pluriversitário e para que a educação seja para a autonomia e transformação!

Há sempre quem sambe diferente.

Centro Acadêmico de Ciências do Estado - Gestão Movimenta

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Nota de Apoio do ComuniCA - Centro Academico de Comunicação Social da UFMG

O Centro Academico de Comunicação Social da UFMG (ComuniCA) apoia vigorosamente a luta dos estudantes da PUC Minas e em especial os da unidade São Gabriel, em virtude de suas mobilizações contra o deplorável aumento arbitrariamente tramitado pela reitoria e pelos patrões da  educação ligados ao Vaticano. Como estudantes de uma Universidade Federal sabemos que os preços cobrados nas universidades privadas já são abusivos e inexplicáveis, e que o processo de mercantilização do ensino, fortalecido por essas grandes empresas da educação, contribui para uma lógica de ensino técnico e profissionalizante. Sabemos também que o verdadeiro objetivo da Universidade paga não é a formação de seus estudantes, mas sim explorar economicamente os trabalhadores que com muita dificuldade nessas instituições estudam. Repudiamos os burgueses da educação e suas ações opressoras.  Como seu maior objetivo é o lucro, quando acham necessário, ignoram a realidade material de muitos de seus estudantes e aumentam o preço de suas mensalidades sem justificativas claras e em descompasso com mudanças do mercado financeiro. O aumento de 9,8%  da mensalidade é injustificável. Essa é uma medida segregadora que eliminaria alguns estudantes do direito de se formar. O    ComuniCA diz não a aumento das mensalidades na PUC Minas! Manifestamos todo nosso apoio a essa luta.

Nós tambem sambamos diferente!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O samba contra o aumento das mensalidades na PUC Minas

Por Marcela Chagas Pinheiro, estudante de psicologia integrante do Coletivo Há Quem Sambe Diferente.


Na noite desta quarta-feira, dia 15 de fevereiro, gritos de ordem como “educação não é mercadoria” e “reitor, eu não me engano, o meu dinheiro vai pro Vaticano”, estremeceram os muros da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Unidade São Gabriel e embalaram o pré-carnaval contra o aumento das mensalidades de 9,8%, efetivado pela instituição no início de 2012.

Mais de 500 estudantes se organizaram para manifestar e exigir a revogação do aumento, que não fora justificado de maneira plausível aos maiores interessados: os alunos. A proposta do evento encabeçado pelas entidades estudantis do campus e alunos de diversos cursos era chamar a atenção da comunidade acadêmica e convocar os estudantes a participar do ato político que se iniciou com um bloco de carnaval, com passagens em salas e em diversos espaços da instituição.

Depois da manifestação, fora marcada uma audiência pública com a presença do reitor da PUC Minas, para que as devidas explicações e negociações fossem discutidas junto à comunidade discente. Mesmo ciente do acontecimento e do convite, o reitor não esteve presente na audiência.

Diante da ausência do reitor e de qualquer pessoa que o pudesse representar, os estudantes se organizaram e decidiram que as ações futuras para manter o protesto será a paralisação dos alunos às aulas.

Para fechar o ato, os estudantes foram às ruas e ocuparam de maneira pacífica a portaria da universidade, bloqueando a passagens de carros por cerca de vinte minutos.

Dessa forma, busca-se pressionar as autoridades acadêmicas e cobrar sua presença para dialogar com o corpo discente da universidade sobre o aumento não justificado de 9,8% nas mensalidades, que como sempre foi executado sem qualquer tipo de consulta aos estudantes.

Nos últimos três anos, as mensalidades acumularam um aumento de 23,6%, muito acima da inflação no período, que ficou em torno dos 16%. Além do aumento, os estudantes não tem acesso a informações sobre o que é feito com tanto dinheiro. Na maioria dos cursos não aconteceram melhorias significativas nos laboratórios, bilbiotecas ou na infraestrutura que justifiquem essa medida.

Um novo grande protesto irá acontecer nos dias 16 e 17 de fevereiro, convocando os alunos a aderirem à paralisação.

TODOS MOBILIZADOS PARA A PARALISAÇÃO!
REVOGAÇÃO IMEDIATA DO AUMENTO! A REITORIA TEM QUE NEGOCIAR!
ABERTURA DAS CONTAS DA PUC-MINAS PARA QUE SAIBAMOS O QUE FAZEM COM O NOSSO DINHEIRO!
NENHUMA PUNIÇÃO AOS ESTUDANTES QUE LUTAM!
EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA, É DIREITO HUMANO!


Enviem moções de apoio para: http://www.facebook.com/sambediferente

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Como a lógica da empresa atua na Educação

A Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais(PUC-MG), tradicional instituição mineira de ensino, completa, em 2012, cinquenta e quatro anos de existência. Surgiu como Universidade Católica de Minas Gerais em 1958, ganhando status de Pontifícia em 1981 pelo Papa João Paulo II.
É uma fundação filantrópica, o que significa que, além de não possuir fins lucrativos, tem o compromisso de promover melhorias em setores da sociedade civil, como o compromisso de prestar assistência à família, promover a cultura, a educação, etc. Assim, para que uma fundação seja considerada filantrópica pelo Estado, é necessário que fiquem comprovados, em determinado período, o desenvolvimento de tais finalidades.
Muito bonito na teoria. Mas vamos analisar essa história na prática.
As fundações, para a realização das finalidades que se propõem, obviamente, precisam de fundos. Sendo assim, são mantidas pelo capital que vem de outras pessoas que podem ser físicas(como eu e você {:) ou jurídicas como é a Sociedade Mineira de Cultura, mantenedora da PUC Minas(eis o pulo do gato), para onde o nosso dinheirinho é remanejado e utilizado para outros fins( que não a melhoria da qualidade da nossa universidade). Nas palavras do assessor de assuntos estudantis da PUC: "Nós somos uma empresa", e o nosso dinheiro anda por aí, pulando de instituição em instituição, financiando uma série de outras coisas/pessoas que nem temos notícia. Merecemos uma prestação de contas, não?
A SMC presta serviços à PUC, pagando professores, por exemplo. Como mantenedora da nossa amada universidade, a Sociedade Mineira de Cultura é, na verdade, a entidade "pseudo-filantrópica" e "pseudo-sem-fins-lucrativos" que esta por trás das políticas que são aplicadas na PUC Minas. Agora ficou mais fácil entender porque o reajuste de 9,8 % aconteceu?

Sobre a privatização do Ensino Superior no Brasil.

A educação superior privada cresceu duas vezes mais que a pública entre 2001 e 2010. As universidades públicas possuem pouquíssimas vagas, além de passarem por um processo de sucateamento por parte dos governos, especialmente em cursos que trazem formação crítica aos alunos(como é o caso dos cursos na área de ciências humanas). Essa falta de investimentos e sucateamento é proposital, remaneja mais e mais pessoas para a educação privada, as torna reféns dos "reajustes" e da lógica da empresa, em que a prestação de serviços de qualidade não é um fim, mas um meio para que o real objetivo, obtenção de lucro, seja alcançado.
Mesmo somando a iniciativa pública e privada, com todos os programas de bolsa de estudos que são oferecidos, ainda são poucos os que podem passar por uma faculdade ou universidade em sua vida: apenas 14,4% dos jovens, até 2009, tiveram acesso à universidade. Menor ainda é o número dos que podem lograr um ensino de qualidade, com boa infra-estrutura e bons professores. Além disso, o governo federal usa programas públicos (ProUni) para beneficiar a iniciativa privada, uma vez que as universidades que adotam esse programa não tem custo algum com as bolsas, que são pagas pelos governos por meio da isenção de impostos dessas instituições.
Segundo estudo do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior- ANDES-SN, o dinheiro gasto pelo governo com o ProUni abriria seis vezes mais vagas nas universidades públicas. Na PUC Minas, também podemos visualizar a outra face do programa do governo federal: antes o número de bolsas sociais oferecias pela instituição era muito maior. Hoje, além isenção e impostos que o governo oferece pela adoção do ProUni, há uma substancial redução do gastos da instituição com as bolsas sociais. Também podemos citar que as possibilidades de negociação de alunos inadimplentes(que são impedidos de efetuar matrícula para o semestre seguinte) são ínfimas, se resumem ao crédito rotativo, que na prática só pode ser usado uma vez na vida acadêmica dos estudantes,exigindo que estes possuam fiador. Pensando nisso, nós questionamos: qual é então a finalidade de tamanho aumento? Será que haverá retorno para os estudantes da instituição? Melhorias em infra-estrutura? Mais bolsas? Flexibilidade na negociação dos alunos inadimplentes?
Lutar contra o aumento da mensalidade é apenas a ponta do iceberg e, como sabemos, a ponta do iceberg é menos de 10% do problema. Precisamos ligar os pontos, enxergar o que esta abaixo da superfície, atrás das máscaras de filantropia, de programas governamentais que tentam esconder o sol com a peneira e de empresários que apenas pensam e ficar mais ricos vendendo uma educação acrítica, operacional e voltada para o mercado; uma educação que aprisiona, uma educação que não liberta.
Pago, não deveria. Educação não é mercadoria.

Fontes:
Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior- ANDES-SN
ABMES - Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior
PUC Minas, site:

Documentário feito pelos alunos da PUC Minas: "A luta dos inadimplentes"

Postado por Marina Souza

Coletivo Há Quem Sambe Diferente