Aos quatorze dias do mês de Setembro do ano de dois mil e onze, às dezoito horas e trinta minutos, no Teatro da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, localizado no Bloco E, na sede da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais- Unidade São Gabriel (Rua Walter Ianini, numero Duzentos e cinquenta e cinco, Bairro São Gabriel, Belo Horizonte), reúne-se, em Assembleia Ordinária, conforme o artigo 7º do estatuto do Diretório Central dos Estudantes-São Gabriel, sob a presidência do estudante de Comunicação Social Diego Franco David, para proceder ao que determina o artigo supracitado, e secretariada por Mauricio Vieira Gomes da Silva, estudante de Direito, compondo ainda a mesa, Marina dos Santos Souza e Marcela Chagas Pinheiro estudantes de Direito e Psicologia, respectivamente. Como às dezoito horas e trinta minutos não foi obtido o quórum mínimo necessário para as deliberações (1/3 do corpo social presente), às dezenove horas e trinta minutos se iniciaram os trabalhos com o numero de presentes (cento e cinquenta e quatro). A Assembleia Geral teve início com a apresentação da mesa, também é explicou o que é o coletivo e qual o objetivo dele. Logo após, é explicado quais são as funções definidas em estatuto, do Diretório Central dos Estudantes e a importância dele para a comunidade acadêmica. Explicou-se também a questão do não funcionamento do atual Diretório Central dos Estudantes, das dívidas estimada em, aproximadamente, duzentos mil reais e das fraudes em eleições. Passou-se para a leitura dos pontos chave para a dissolução do Diretório Central dos Estudantes. É aberto espaço para intervenções. Logo após, Marcela Chagas Pinheiro tomou a palavra, e explicou mais alguns detalhes sobre o Diretório Central dos Estudantes. A aluna Mayara, de psicologia, depõe sobre a antiga gestão do Diretório Central dos Estudantes, explicando sobre o funcionamento do antigo Diretório Central dos Estudantes e sobre a sua impossibilidade de atuação nele, pela por tal gestão. Logo após, a aluna Andrea toma a palavra, falando sobre a visão dela sobre as antigas gestões do Diretório Central dos Estudantes, sobre a vergonha de pertencer a uma universidade onde os discentes não são representados, sobre os ex-alunos que participavam da antiga gestão do Diretório Central dos Estudantes, que não apareceram no dia da assembleia. É Perguntado eram só alunos da comunicação, direito e psicologia que faziam parte da movimentação contra a antiga gestão do Diretório Central dos Estudantes. O presidente da mesa responde que não, que estudantes de todos os cursos foram chamados participar do “Coletivo Há Quem Sambe Diferente”, organizado pelos alunos, como meio de oposição à antiga gestão. O presidente da mesa também acrescenta que o Diretório Central dos Estudantes representa toda a comunidade acadêmica e não apenas aqueles que contribuem. Comentou-se sobre o objetivo do “Coletivo Há quem Sambe Diferente” e perguntou-se sobre o respaldo jurídico do mesmo para atuar contra as fraudes da antiga gestão do Diretório Central dos Estudantes. Marcelo, diretor de políticas educacionais da União Estadual dos Estudantes, intervém e fala sobre a eleição de “Hott”, membro de várias das antigas gestões do Diretório Central Acadêmico, para diretoria da União Estadual dos Estudantes, sobre o suposto uso da verba do Diretório Central dos Estudantes para a compra de uma casa, televisores de plasma, entre outras coisas e sobre a falta de mobilização dos discentes da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais- São Gabriel, e declarou apoio ao “Coletivo Há Quem Sambe Diferente”, além de comentar sobre as lutas do movimento estudantil pelo Brasil e pelo mundo. O aluno Vitor Parabenizou o “Coletivo Há Quem Sambe Diferente” pela organização do mesmo, comparando a Assembleia que acontecia com a última Assembleia que participou, a qual diz ter sido um fracasso, perguntou sobre os resultados da Assembleia e se nos certificamos de todas as questões legais e sobre a legitimidade do “Coletivo Há Quem Sambe Diferente”. Eduardo Zanetti intervém, dizendo ser ex-aluno da Fundação Mineira de Educação e Cultura (Universidade FUMEC) sobre o antigo Diretório Central dos Estudantes da mesma e falou acerca dos movimentos estudantis lá ocorridos, fez ponderações sobre as fraudes do Diretório Central dos Estudantes da sua antiga universidade, sobre a ligação partidária do Diretório Central dos Estudantes da mesma com o Diretório Central dos Estudantes da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais- São Gabriel, também falou-se sobre o patrocínio de festas por Diretórios Acadêmicos e demais Diretórios estudantis e a falta de clareza nas prestações de contas, falou-se sobre as pessoas, que eram educadas, polidas, mas não representavam o Diretório Central dos Estudantes e os estudantes, falou-se também sobre a Assembleia Geral, contribuindo com maiores esclarecimentos sobre a função da Assembleia Geral e a sua representatividade, também falou-se sobre a mercantilização do ensino e a função do Diretório Central dos Estudantes que deve atual em oposição à tais políticas. Ao final de sua fala, pontuou sobre a importância de um trabalho honesto e transparente. O presidente da mesa começa a responder as perguntas, falando sobre a Assembleia Geral do semestre passado, que foi muito desorganizada, e que foi feita por uma gestão que só queria tirar proveito da entidade pra fins pessoais, o que fez com que a mesma perdesse credibilidade, mas que aquela Assembleia Geral serviu pra que o dinheiro do Diretório Central dos Estudantes fosse depositado numa conta judicial que serviria para pagar a dívida, depois, o presidente falou sobre as várias tentativas de se mudar essa situação. É proposta a dissolução do Diretório Central dos Estudantes, ou seja, esta pessoa jurídica, e que seja eleita uma comissão constituinte para elaboração de um novo estatuto para a criação de um novo Diretório Central dos Estudantes, com prazo acordado entre os membros desta Assembleia Geral com os estudantes, e seja convocada uma nova Assembleia, para aprovação do novo estatuto e eleição da junta eleitoral, para que sejam convocadas novas eleições para o Diretório Central dos Estudantes. É explicado o porquê da dissolução do atual Diretório Central dos Estudantes, explicando sobre as cláusulas inalteráveis, que engessam o processo democrático. Também é explicado que aquela Assembleia Geral é acompanhada por uma advogada que representará os estudantes nesse processo, além dos estudantes de direito que participaram e prestarão auxílio à comunidade acadêmica, abriu-se para novas perguntas. Perguntou-se sobre o apoio da PUC ao coletivo. Marina dos Santos Souza explica que a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais não possui vínculo algum com o Diretório Central dos estudantes, que é pessoa jurídica, uma associação, possuindo autonomia frente à universidade, e que as questões referentes ao funcionamento do mesmo devem passar por deliberações dos estudantes. Falou-se sobre a conscientização das turmas com relação à Assembleia Geral e da necessidade de uma participação efetiva dos estudantes na mesma.
Marcela Chagas Pinheiro comentou sobre sua indignação quanto à apatia dos alunos em relação ao Diretório Central dos Estudantes da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais-São Gabriel, e da importância que tem para ela a dedicação à causa da representação estudantil, mesmo que para tanto seja necessário que se abra mão da dedicação a algumas questões pessoais, falou sobre a importância de acreditar na mudança. O presidente da mesa falou sobre a gravidade de não existir um Diretório Central dos Estudantes na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e disse que é compreensível quem mesmo após a obtenção de mais de mil e quinhentas assinaturas, ter poucas pessoas na Assembleia Geral, mesmo ficando um tanto desapontado com isso. É criticado, também, pelo presidente, o fato do Diretório Central dos Estudantes necessitar de 50 membros para que uma chapa fosse composta nas eleições e que aqueles que estão presentes nesta Assembleia Geral estão fazendo história, e falou da necessidade de que a mobilização estudantil seja repensada. É falado por uma estudante ainda sobre o movimento estudantil e o que os alunos entendem sobre o mesmo, cobrando dos diretórios acadêmicos uma atuação maior politicamente, falando das experiências anteriores que teve e da desesperança dos alunos em relação às entidades de representação estudantil, que viraram meros pontos de impressão, fala-se também que é importante a participação dos Diretórios Acadêmicos na gestão do Diretório Central dos Estudantes. Um estudante fala sobre a questão da conscientização dos alunos, que não é por culpa do Diretório Acadêmico, mas dos alunos que não se interessam, salvo exceções, pela mobilização política, é dito também que os alunos creem por si só que a função do Diretório Acadêmico é meramente fornecer impressões mais baratas, e finaliza afirmando que isto é uma questão cultural. Disse que o Diretório Central dos Estudantes não vai ser mudado se não for representado por todos os cursos. É encerrado o espaço para intervenções. O presidente pede uma contribuição dos participantes para que ajude no custeio obtido para que fosse construída essa Assembleia Geral. O presidente explica a complexidade de uma análise sobre o movimento estudantil, e fala das ocupações de reitoria, sobre os 10% do PIB para a educação, e sobre os reflexos dessas mobilizações para a construção da Assembleia Geral e do “Coletivo Há quem Sambe Diferente”, explica que o trabalho é árduo e lento, e que nos livrando desse passado obscuro a luta pela construção de novos Diretórios Acadêmicos será mais fácil. É aberta votação das propostas. A dissolução do DCE é aprovada por aclamação pelos estudantes presentes. O patrimônio do Diretório Central Acadêmico será destinado ao pagamento de seus débitos. O presidente abre a proposta da comissão constituinte. A comissão é apresentada e é aberta a incorporação de novos participantes que se interessassem. Os estudantes Andrea Regina Marques Reis, de curso de Psicologia, Felipe Cotti curso de Sistemas de Informação, Rafael Gomes, do curso de Comunicação Social, Vitor Michel, Juliano Silva do curso de Sistemas de Informação, Israel Batista Oliveira do curso de Comunicação Social, Anderson Pinheiro do curso de Direito, Bruno do Jornalismo, Vitor Melo do curso de Publicidade e Propaganda, Poliana e Gleine do curso de Jornalismo. A proposta da comissão constituinte é aprovada por aclamação. O presidente encerra propondo uma nova Assembleia para a primeira quinzena de outubro, para a aprovação do novo estatuto. O presidente explica o que é a comissão constituinte e pede para que seja assinada lista de presença caso alguém não tenha o feito ainda. O presidente propõe a saída em ato dos estudantes em direção ao Diretório Central Acadêmico para a sua ocupação simbólica. A Assembleia Geral aprova a proposta por aclamação. Esta ata ficará na responsabilidade do presidente desta assembleia Diego Franco David. Nada mais havendo a tratar, foi lavrada por mim, Maurício Vieira Gomes da Silva, a presente ata, que depois de lida e aprovada pela Assembleia, vai assinada por mim e pelo presidente da mesa.